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domingo, 21 de junho de 2009

ALIMENTANDO A DOENÇA


"Cada vez que conheço mais os "homens", percebo que amo mais ainda meu cachorro!" - Esse é um ditado contemporâneo muito falado, que reflete o momento que o ser humano chegou, já que nessa definição, ele cita o cachorro por ser um animal irracional, incapaz de pensar, essa que seria a grande diferença entre os "homens" e os animais para evolução da espécie, mas que virou um diferencial para guerras, concorrências, disputas, lutas e mais lutas com ataques e defesas a “Seres Humanos” que eram para estar do mesmo lado, pois são I-rmãos, mas que foram desvirtuados pela manipulação que o sistema exerce sobre todos.

Consumismo desenfreado, economia desigual, fruto de um capitalismo competitivo, com um crescimento populacional cada vez maior, a globalização a partir do advento da internet e seguido da desordem, uniformização de valores e costumes em todo universo (hoje já devem existir Extraterrestres usando Nike e bebendo Coca-Cola), essas são as características mais evidentes que o sistema propõe e executa com extrema eficácia e que, a grande maioria, não consegue enxergar pois usufrui do mesmo mal ou acredita nas mesmas falsas verdades “deles”. Vivemos hoje em uma sociedade de marionetes, todos tem a mesma resposta quando questionado, como nos exemplos abaixo:

Questionamento – Não jogue lixo na rua!
Resposta – Todo mundo joga, não vai ser esse “papel”, que vai acabar com o mundo!

Questionamento – Desligue a torneira quando não usar, para não desperdiçar água!
Resposta – O mundo é 2/3 de água, tu acha que vai faltar ?

Questionamento – Não pense negativamente, pois isso atrai coisas ruins para a vida!
Resposta – Fala sério que isso aí não existe!

Essa é a sociedade que está preocupada demais em mostrar as doenças do mundo! Os jornais, não falam sobre os projetos de reflorestamento, separam somente uma pequena nota sobre como todos podemos reaproveitar a água. Também não investem nas soluções dos nossos problemas, como a seca do nordeste e o desmatamento da Amazônia.

Porque não discutimos com mais ênfase a CURA dos nossos males ?
Porque enfatizamos tanto o PROBLEMA e as DOENÇAS ?

O Indispensável é comer no fastfood, vestir uma roupa de marca, ir para a academia malhar e ficar com a barriga de tanquinho pra pegar várias mulheres, ou ter tempo livre para beber e beber e beber até cair, pois se não tiver bebida é horrível.

Esse mal legal mata 2,3 milhões de pessoas por ano no mundo, o que totaliza 3,7% da mortalidade mundial, segundo um relatório elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é também a 5ª causa de morte prematura e de incapacidade no mundo todo e provoca 4,4% das doenças em todo o planeta. Em geral, o consumo de álcool é a terceira maior causa de doenças nos países desenvolvidos, e a 1ª entre os homens nos países em desenvolvimento com taxas de mortalidade baixas. Mesmo assim, é adorado até por quem dirige as LEIS, e ainda, estão preocupados em manter o veto a outras que não matam, mas que com certeza dão um lucro a quem as mantém ilegal.

O que precisamos neste momento é refletir.

Será que a minha vida será em vão, e que serei lembrado apenas como mais um que viveu e nada mais?
Se pergunte: O que fiz de positivo nessa vida a não ser nascer ?
Será que sozinho eu posso mudar alguma coisa?
Pergunte ao seu EU superior, pois todos tem um!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

IGNORADO OU IGNORANTE


De vez em quando sinto que estou sendo ignorado e, que estou incomodando, também em outros casos tenho a necessidade de ignorar, por questão de ser tudo natural quando existe tanta informação sendo processada na nossa mente, que tudo, quando foge ao assunto é instintivamente ignorado. Entretanto, existem outras maneiras que são utilizadas por descaso, abandono e ignorância. Essa é a sociedade em que vivemos, aquela que estende a mão ao mais necessitado e lhe oferece ajuda, quando está sendo filmado pela TV e diz ainda "Ao Vivo", - "Precisamos olhar por essas pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza !", mas quando desligam-se as câmeras, pronto ! Voltará a sua vida milionária, que não sabe onde enfiar tanto dinheiro, em desperdícios absurdos, religiões que mais parecem caça níqueis, e nunca mais pensará em ajudar ou agirá para fazer àquele SER que estava precisando de uma oportunidade, ter dignidade. Mas ele precisa viver e, por isso, amanhã irá assaltar o carro da sua Mãe, levá-la como refém, como se tivesse gritando "EU SÓ QUERIA UMA OPORTUNIDADE" e, a conclusão qual é ? Quem será o culpado? O Ignorado ou o Ignorante ?

E se tivessemos nascido em uma sociedade onde as pessoas achassem que o canibalismo é uma virtude? Significaria isso que comer carne humana não seria realmente errado? A popularidade de uma prática não a torna certa. Precisamos ser tolerantes e aceitar as diferenças. O verdade é quem define as próprias limitações, como aquele que chega ao alto da montanha olha em volta e diz: "Quantas coisas ainda existem que Eu não conheço. Quantas coisas Eu ainda tenho que aprender!". O quanto sou ignorante ! Eu e Eu tenho e posso evoluir!

É fundamental deixar bem claro que a crítica ao homem é de mostrar quanto a sua ignorância é infinita. Exatamente como os seus antepassados faziam através das lendas, toda a História tem sido remontada dos mitos. Um desses mitos é que a natureza é infinita. A verdade é que a natureza passou a ser tratada como mero objeto e fonte de recursos inesgotáveis, houve o desenvolvimento de tecnologias, construções de cidades que interligou os quatro cantos deste mundo, ou seja, usou e abusou dos recursos naturais para promover o desenvolvimento econômico. Entretanto, acredito que a natureza e Eu e Eu estamos pagando e ainda iremos pagar um preço altíssimo pela forma como temos tratado a natureza, de forma exploratória e não com os cuidados necessários para a sua sustentabilidade. Afinal sempre fizemos parte dela e portanto, ao destruí-la destruímos a nós mesmos.

Existem mudanças acontecendo no sentido de reverter esta aniquilação dos recursos naturais, mas ainda há muito que ser feito. Precisamos lutar contra esses mitos que estão na nossa consciência e contar a participação da sociedade urgentemente para darmos o tempo que a natureza precisa para se recuperar. Cabe a cada "Eu" na Terra a responsabilidade de contribuir para mudar o cenário atual. Talvez estamos precisando de um novo “Renascimento”, mas de uma nova sociedade pautada no SER e não no TER, no respeito e no cuidado com a natureza e não na sua destruição. Jah Bless...

Para fechar esta reflexão, alguns pensamentos da Banda Ponto de Equilíbrio, a respeito do assunto...


Segregação social, discriminação racial.

Mesmo não querendo, nós temos um inimigo,
em dias de tempestades nos negam abrigo
esse é o sistema, nós armaremos nosso esquema
lutando com nossas próprias armas pra anular o poder
do inimigo
e ajudar o povo a esquecer que um dia ficou sem abrigo


Debaixo da ponte com a cabeça na pedra cobertos por
papelão
famílias inteiras em depressão, depressão.

Por essas e outras não esquecerei, dos calos nos pés,
e das altas marés
que tivemos que superar, que superar.
ondas gigantes que batemos de frente
nos mostram nossa força e perseverança ao lutar, ao
lutar, guerrear.

Não me intimido com qualquer inimigo eu confio na
força do povo
que por enquanto está desunido, oioioi, desunido.
Não me intimido com qualquer inimigo eu confio na
força do povo
que por enquanto está desunido, desunido.

Agora nenhum políti-co...
pode me acorrentar a seus elos de papel verde, verde.

dinheiro sujo da babilônia,

Segregação social, discriminação racial.

Aphartaide, colonização, escravidão, globalização.
ainda me lembro da inquisição, e da cateczasão dos
índios.
grupos de extermino grupos não, fascistas nazistas não
mais

Fale do bem, faça o bem, acredite no amor,
e questione o que o sistema impõe
questione o que o inimigo impõe, Poe.

Segregação social

terça-feira, 9 de junho de 2009

Hipocrisias


Estive pensando na moralidade que vem dominando a sociedade e suas mudanças com o tempo, nas pessoas que escondem suas hipocrisias por trás de uma falsa moralidade, como uma máscara. Podemos voltar ao passado e compararmos com os dias atuais, iremos notar que a moralidade mudou e que as pessoas passaram a aceitar o que antes era tido como imoral, primeiramente cito a política que não à muito tempo, falava-se que roubavam o povo, entretanto, como diz o Presidente Lula “Nunca na História desse país”, tinha sido provado, mas agora não! Hoje vemos provas concretas de desvio de milhões nos cofres públicos por interesses distintos mas conscientes dos “homens do povo”, que deveriam ser e não são, representantes dos que o elegem, vale lembrar que o Brasil foi o único país de 1º mundo da América do Sul com economia forte e respeito mundial durante todo período que fomos Monarquia. Mas perdemos essa posição com a república. Tudo tem dois lados, pois na Monarquia o interesse pessoal do Monarca poderá, ou não coincidir com a vantagem que a sociedade terá como um todo, já na república, o político, na maioria dos casos, busca o interesse próprio, ou seja, também prejudicam a sociedade. Concluindo, o mal da Política é a República com os Partidos e suas ideologias, ideais esses que deveriam ser em prol do povo.

Infelizmente, esse problema não é específico da POLÍTICA “que é a ciência do governo dos povos, A direção de um Estado e a Determinação das formas de sua organização e além disso, é uma maneira hábil de agir com astúcia e civilidade”. Por acaso você já ouviu algum político defendendo alguma ideia que não fosse justa e honesta? Pelo que vejo, dizem querer o bem da sociedade, sabem te iludir direitinho, então eles sabem o que precisam, mas difícil mesmo é depois de se eleger, fazer o que prometeu virar realidade.

Isso não se vê na prática no Brasil, aqui o que rola é a Politicagem “Política reles e mesquinha de interesses pessoais”. Todos querem levar vantagem, e o pior é que isso é cultural o nosso famoso jeitinho brasileiro, quem nunca furou uma fila ou entrou de penetra em uma festa? Quem que nunca comeu um produto do mercado enquanto fazia compras e deixou a embalagem no caminho, não pagando pelo consumido? Quem nunca jogou óleo de fritura pelo ralo da pia ou da privada contaminando todo um rio? Já que uma gota de óleo polui 1000 (mil) litros de água ! Quem nunca passou por debaixo da roleta do ônibus, do trem ou do metrô? E quantos salários atrasaram? e os aumento dos preços das passagens e da gasolina? De quantas provas precisamos para decretarmos um culpado? Porque esses nobres bandidos da política que roubam milhões não são presos? Então vamos parar com tanta H I P O C R I S I A .

Eu sei que não se muda a cultura de um povo de um dia para o outro mas o problema maior é que o exemplo vem de cima e os "Homens do Poder" que deveriam dar essa postura exemplar ao povo como pretensão de mudar alguma coisa, não o fazem, então o povo tende a continuar sendo como seus exemplos, ou seja, tirando proveito das situações para benefício próprio ou desrespeitando leis, regras, normas... Mano Brown disse "Nossos heróis estão apanhando! Quem tem heróis que apanham?" Agora eu te respondo mano, Eu não tenho!



Você poderia ser amado ?
Você poderia amar
e ser amado ?
Você poderia amar
e ser amado ?

Não deixe eles te fazerem de bobo
ou mesmo tentar escolarizar você
Oh, não !
Você tem a sua própria mente
Então vá para o inferno se o que você está pensando não é certo
O amor nunca nos deixaria sozinhos
Na escuridão deverá aparecer a luz

A estrada da vida é rochosa
e você pode tropeçar também
Então enquanto você aponta seu dedo
outro alguém está te julgando

Não deixe mudarem você
ou mesmo rearranjá-lo
Oh, não !
Você tem uma vida pra viver
Eles dizem somente, somente,
que somente o mais ajustado dos mais ajustados deve viver,
permanecer vivo.

Você não vai perder sua água,
até que você fique seco.
Não importa como você o trata,
o homem nunca ficará satisfeito.

Você poderia amar
e ser amado ?
Você poderia amar
e ser amado ?

Diga alguma coisa ..

sexta-feira, 29 de maio de 2009

VERDADES


No Brasil, do Oiapoque ao Chuí, existem pessoas que usam o nome da Majestade I-mperial para os mais diversos fins, e não é raro esses homens mancharem o seu nome sem ter nenhuma conseqüência sobre os seus atos. Encontramos manifestações em sites, em nome de festas, em letras de musicas que se passam por reggae, em camisas, gorros e até nos shows de reggae quando o público profana o nome de Haile Selassie I com uma garrafa de cerveja na mão, um cigarro em outra e os olhos em alguma parte do corpo de alguma mulher mais próxima, sem nem mesmo saber o que significa a expressão JAH RAS TAFARI, até mesmo o público do reggae, como se fosse só mais um assunto de suas letras de músicas, e que poderia ser outro, como mulher, mar, sol.

Os homens são seres influenciados pelo meio em que vivem. O sistema capitalista com sua ideologia dominante que dita como os homens devem ser, o que eles devem defender, quais são seus valores e quais relacionamentos eles devem estabelecer com outros grupos. São influenciados pelo sistema que todo o instante dita comportamentos para os homens, valores estes que têm seu fundamento nas relações de gênero, ou seja, uma forma que a sociedade globalizada arrumou para transformar o "ser macho" ou "fêmea" em "homem" ou "mulher". Esse pensamento é bem diferente do que Rastafari acredita para a vida dos seus I-rmãos.
A sociedade acredita que, ser um Ras Tafari é sinônimo de cabelos Dreads Looks, o que não é verdade, a mesma coisa em ser um Homem Rasta, pois os Dreads são apenas um dos componentes da Fé, do movimento Ras Tafari, e tê-los não significa ser um Homem Rasta, pois este, é um Ser de Luz muito especial, que tem uma grande percepção e enxerga além do que maioria vê, também possui uma beleza natural dada a ele por sua Mãe Omega e a sabedoria do Pai Celestial. É muito talentoso, habilidoso, estudioso, forte, guerreiro, audacioso, e livre. O Rasta tem um propósito para o mundo que é a paz e a I-gualdade de oportunidades para todos poderem ter um teto com terra para plantar, uma nascente de água doce e pura, paz com seu próximo e principalmente preservar a mãe natureza, fonte de vida no planeta. O Rasta se sente bem, dentro da floresta, conversa com plantas e animais, vive em harmonia com o todo, para colher felicidade plena, suas definições são óbvias e seus valores incontestáveis, ou estou sendo realista demais? É redundante dizer, mas o Mundo precisa de pessoas que lutem pela verdade, acima de qualquer interesse e/ou "RABO PRESO" com Igrejas, Religiões, Partidos, Paises, Lendas e Mitos ou mesmo algum Comando Delta ainda não divulgado! Existem pessoas que acham que as verdades não devem ser colocadas ao grande público, talvez por estarem muito acomodadas e compartilharem do mesmo lucro, ficam presas em algemas invisíveis mesmo quando são vítimas do próprio veneno. Acreditem !!!

Todos somos IGNORANTES em relação a muitos assuntos, e à muitos outros achamos que somos conhecedores e estamos enganados, porque a mentira sempre tem validade e quando ela aparece, nos tornamos também vítimas! Neste momento descobriremos a diferença da "Verdade Oculta" para a "Verdade do Sistema", que te iludiu mais de mil anos. Lute também por suas Verdades!!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O LIBERTADOR DE ISRAEL


Moisés, profeta israelita da Bíblia Hebraica (conhecida entre os cristãos como Antigo Testamento), da Tribo de Levi, foi o autor dos 5 primeiros livros do Antigo Testamento. É encarado pelos judeus como o principal legislador e um dos principais líderes religiosos. Para os muçulmanos, Moisés foi um grande profeta.

Segundo o Livro do Êxodo, Moisés foi adotado pela filha do Faraó e educado na corte como um príncipe do Egito. Aos 40 anos, após ter matado um feitor egípcio levado pela "justa" cólera, é obrigado a partir para exílio, a fim de escapar à pena de morte. Fixa-se na região montanhosa de Midiã, situada a leste do Golfo de Acaba. Quarenta anos depois no Monte Horebe, é finalmente "comissionado pelo Deus de Abraão" como o "Libertador de Israel". Ele conduziu o povo de Israel até ao limiar de Canaã, a Terra Prometida a Abraão. No início da jornada, acurralados pelo Faraó, que se arrependera de tê-los deixado partir, ocorre um dos fatos mais conhecidos da Bíblia: A divisão das águas do Mar Vermelho, para que o povo, por terra seca, fugisse dos egípcios, que tentando o mesmo, se afogaram. Logo no início da jornada, no Monte de Horebe, na Península do Sinai, Moisés recebeu as Tábuas dos Dez Mandamentos do Deus de Abraão, escritos "pelo dedo de Deus". As tábuas eram guardadas na Arca do Concerto. Em seguida, os israelitas vagaram pelo deserto por 40 anos até chegarem a Canaã. Durante 40 anos (segundo a maioria dos historiadores, no período entre 1250 AC e 1210 AC), conduz o povo de Israel na peregrinação pelo deserto. Moisés morre aos 120 anos, após contemplar a terra de Canaã no alto do Monte Nebo, na Planície de Moabe. Josué, o ajudante, sucede-lhe como líder, chefiando a conquista de territórios na Transjordânia e de Canaã. No Cristianismo, Moisés prefigura o "Moisés Maior", o prometido Messias (em grego, o Cristo). O relato do Êxodo de Israel, sob a liderança por Moisés, prefigura a libertação da escravidão do pecado, passando os cristãos a usufruir a liberdade gloriosa pertencente aos filhos de Deus.

As 12 tribos de Israel


Tribo de Israel (do hebraico שבטי ישראל) é o nome dado às unidades tribais patriarcais do Antigo Povo de Israel e que de acordo com a tradição judaico-cristã teriam se originado dos doze filhos de Yaacov (Jacó), neto de Abraham (Abraão).

As doze tribos teriam o nome de dez dos filhos de Jacó. As outras duas tribos restantes receberam os nomes dos filhos de Yossef (José), abençoados por Yaacov como seus próprios filhos. Os nomes das tribos são: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Zebulom, Issacar, Dã, Gade, Aser, Naftali, Benjamim, Manassés e Efraim. Apesar desta suposta irmandade as tribos não teriam sido sempre aliadas, o que ficaria manifesto na cisão do reino após a morte do rei Salomão. Com a extinção do Reino de Israel ao norte, dez das tribos desapareceriam e a determinação do seu destino até hoje é objeto de debate. As outras tribos restantes (Judá, Benjamin e Levi constituiriam o que hoje chama-se de judeus e serviria de base para sua divisão comunitária (Yisrael, Levi e Cohen).

O livro de Gênesis conta da descendência do patriarca Jacó, mais tarde batizado por Deus como Israel, e de suas duas mulheres e duas concubinas. Jacó teve ao todo 12 filhos, cujos nomes estão acima citados. Neste momento da narrativa, o cronista bíblico concentra-se no relato da história de José, de como ele foi separado de seus irmãos, como obteve importância política no Egito, e de como voltou a reunir sua família. A narração conta também que os 12 filhos de Jacó e suas famílias e criados obtiveram permissão para habitar a fértil região oriental do Delta do Nilo, onde teriam se multiplicado grandemente. Cada uma das 12 famílias teria mantido uma individualidade cultural, de forma que se identificassem entre si como tribos separadas. A narrativa ainda destaca que José teve 2 filhos, Manassés e Efraim, e seus descendentes seriam elevados ao status de tribos independentes, embora fossem sempre referidos como meio-tribos (encerrando um número fixo de 12 tribos). Ao final de Gênesis, Jacó, em sua velhice, abençoa a cada um de seus filhos, prenunciando o destino que aguardavam os seus descendentes no futuro.

Em Êxodo, a Bíblia conta como Moisés, membro da tribo de Levi, e seu irmão Arão, lideraram os hebreus das 12 tribos em sua fuga do Egito. Durante a narrativa, as tribos são contadas, e seus líderes e representantes são nomeados, demonstrando um forte senso de individualidade entre as tribos e as meio-tribos de José. À tribo de Levi são designadas as tarefas sacerdotais e os direitos e deveres diferenciados que estas tarefas implicavam. As demais mantiveram-se com os mesmos direitos e obrigações, embora, através do número de membros, algumas tribos já pudessem gozar de alguma superioridade política.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O Sistema


Sou adepto da sustentabilidade, da economia solidária, das agroflorestas, da ecologia profunda, do compartilhar incondicional, da compaixão, da vibração positiva, da I-rmandade, da ajuda mútua, da I-ntegração harmônica do homem com a natureza e dos homens entre si, da descoberta da vocação Divina presente em cada um, de agir no Aqui e Agora, da verdadeira transformação, da crítica não afirmativa [aquela que não realimenta o sistema babilouco], da dedicação, do amor incondicional, do encontro com Deus, da espiritualidade...




No entanto, sem desmerecer a ideologia da qual estou fomentando, não posso me furtar a criticar o termo "inclusão social", pois o termo "inclusão social" é demagógico e meramente assistencialista. No século XVI, os colonizadores portugueses incluíram os nativos indígenas brasileiras no seus sistema mercantil e trouxeram o conceito de sociedade urbana... resultado no Brasil de hoje: miséria, degradação da cultura indígena, alcoolismo, a maior parte da população nativa foi erradicada... sorte dos que não foram incluídos nisso, e ainda hoje podem praticar seu modo de vida natural e sustentável, mantendo a visão de que somos parte da Terra e ela é parte de nós. Não sou eu que vou incluí-los nesta tragédia que é a sociedade em que vivemos, baseada no medo, no dinheiro, no lucro e na moral judaicocristã. Prefiro eu ser incluído em outra sociedade...



Segundo, a definição: "oferecer aos mais necessitados". Quem define isso? Quem vai taxar um I-rmão de necessitado? Necessitam do que? Tudo? Vamos taxar algumas pessoas [ou crianças, como é normal] de carentes? Quem vai carregar um fardo destes?



Participarem da distribuição de renda do País dentro de um sistema que beneficie a todos e não somente uma camada da sociedade. Que sistema é esse que eu não conheço? Será que não precisamos então recriar este sistema, ao invés de incluir os necessitados em um sistema falido?


Este termo, inclusão social, diz respeito justamente à inclusão de pessoas no mercado de trabalho. Mercado este que já está saturado, e que conta com um "exército reserva" lutando contra a fome para sobreviver. Incluir pessoas na luta pela sobrevivência, ao invés de permitir que as pessoas vivam.


Karl Polanyi, em sua obra "A Grande Transformação", coloca que a criação do mercado de trabalho é um processo de transformação do trabalho e da mão-de-obra em mercadoria. Uma mercadoria fictícia, claro, mas ainda sim uma mercadoria. Durante a introdução deste sistema na Inglaterra no século XIX, constatou-se que a única maneira de obrigar as pessoas a trabalhares era criando outra mercadoria fictícia: a terra. E ao cercar a terra e impedir o camponês, ao nativo e ao índio de viver em sua comunidade de forma harmônica, como vinha fazendo há séculos, criou-se a única mtoivação possível para alguém se auto-condenar à triste inclusão social no mercado de trabalho: a ameaça da fome e o espectro da morte por inanição. Fica assim, sem saída!



Resumindo: alguém em sua plena consciência só se sujeitaria a trabalhar se ameaçado pela fome e pela pobreza. Esta é a louvada inclusão social... a criação da classe dos sofredores.

Para fechar esta reflexão, alguns insights de Robert Nesta Marley, a respeito do assunto...



BABYLON SYSTEM
Bob Marley

Nós nos recusamos a ser
O que vocês querem que nós sejamos
Nós somos o que somos
Este é o jeito que as coisas vão acontecer

Se você não sabe

Vocês não podem nos educar
Para nenhuma igualdade de oportunidades
Estou falando de liberdade
Libertação das pessoas e liberdade

Nós estamos caminhando na prensa de vinho
Por tanto tempo
Temos que nos rebelar
Temos que nos rebelar agora
Rebele-se!

O Sistema Babilônico é o vampiro
Sugando as crianças dia após dia
O Sistema Babilônico é o vampiro
Império em decadência
Sugando o sangue dos sofredores
Construíndo Igrejas e Universidades
Enganando o povo continuamente
Graduando ladrões e assassinos
Cuidado: eles sugam o sangue dos sofredores

10x Diga às crianças a verdade

Porque nós estamos caminhando na prensa de vinho
Por tanto tempo
Temos que nos rebelar
Temos que nos rebelar agora
Rebele-se!

Desde o dia em que deixamos a terra de nosso Pai
Nós fomos massacrados
Nós fomos oprimidos

Nós sabemos de tudo
Temos que nos rebelar
Alguém deve pagar pelo nosso trabalho.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A GLORIA DOS REIS


Em louvor de Deus, o Pai, o sustentador do Universo, e seu filho Jesus Cristo, através de qual tudo vieram a ser, e sem o qual nada viria a ser, e a sagrada triunidade espiritual, O Paracleto que veio a frente do Pai e derivou do Filho, nos que acreditamos e adoramos a Trindade, um Deus, o Pai, e o Filho e o Espírito Santo.

1. Concernente a Gloria dos Reis
A interpretação e explanação dos 318 patriarcas concernente ao esplendor, grandeza e dignidade, e como Deus deu-nos a descendência de Adão, e especialmente a grandeza e esplendor de 'Sion’ o tabernáculo da Lei de Deus, do qual Ele é o criador e construtor, na fortaleza de sua santidade, antes da criação das coisas, anjos e homens. Pelo Pai, o Filho e o Espírito Santos que com concordância, e bondade conjuntas, criaram a celestial ‘Sion’ para ser a habitação de sua Glória. E o Pai, o Filho e o Espírito Santo disseram: ‘Vamos criar o homem a nossa semelhança e gosto! É prontamente eles deram sua opinião. E o filho disse ‘Eu porei no corpo de Adão!’, e o Espírito Santo disse “Eu abrigarei o coração dos Profetas e dos justos!”, e o acordo foi selado em Sion. E David disse” Lembra-te do teu acordo que foi feito para a salvação, a vara da tua herança, no monte ‘Sion’, a qual tu abrigas!’ E Ele criou Adão a sua semelhança, e Ele removeu Satan de seus campos e estabeleceram Adão junto com o justo, suas crianças e sua fé. Pois esse era o plano de Deus, em um dia se tornar Homem, estar em tudo e em todos. E nos dias em que ele viria em que se tornasse carne, ele estaria na segunda ‘Sion’, e se tornaria o segundo Adão, que é o nosso salvador Cristo. Essa é sua Gloria e sua fé, nossa esperança e vida… a Segunda ‘Sion’.



2. Concernente a Grandeza dos Reis
Gregório, o operador de milagres, em sua reclusão de 15 anos, pelo amor à Cristo, disse a respeito dos Reis da Armênia, que a gloria dos reis não consiste numa multidão de soldados ou em numerosas possessões... Fala no que consiste a grandeza de um Rei! Esses Reis, do 1º ao ultimo, respeitariam as leis e honradez...

3. Concernente a o Reino de Adão
E Eu fui até Adão e disse Deus é Rei na verdade, rezar é encontrá-lo. E Ele apontou para Adão ser Rei sobre tudo que Ele criou. E Ele o tirou do Jardim (Paraíso) por causa do pecado causado pela Serpente planejado pelo Diabo. E no triste momento em que Cain nasceu Adão olhou sua face e viu que era um rosto que continha a maldade. E quando Abel nasceu Adão viu que sua face era a face da bondade. Então Adão disse: ‘Esse é meu filho e dele será o meu Reino!’

4. Concernente à inveja
Cain tinha inveja de Abel pela preferência de Adão, Satan colocou mais inveja no coração de Cain, após Deus não ter aceitado um sacrifício seu e ter dado, através de Adão, a Abel as duas irmãs (criadas para multiplicar a espécie no mundo) como esposas deixando Cain só. Sem herdeiros (apos o crime) Deus deu a Adão, Seth, que passaria agora a ser o herdeiro.

5. Concernente a o Reino de Seth
E Adão morreu, e Seth reinou com honradez. E Seth morreu, e Henos reinou. E Henos morreu, e Caynan reinou. E Cainan morreu, e Mahalatel reinou. E Mahalatel morreu, e Yared reinou. E Yared morreu, e Henokh reinou com honradez, e ele temeu a Deus, e Deus ocultou dele que este poderia não morrer. E ele tornou-se Rei na terra dos vivos. E depois de Enokh desaparecer Matusalém reinou. E Matusalém morreu, e Lamech reinou. E Lamech morreu, e Noeh reinou com honradez e ele agradeceu a Deus em todo seu trabalho.

6. Concernente ao Pecado de Cain
Depois de matar seu irmão Cain não se arrependeu, e continuou a desafiar o Senhor, não reconhecendo nele o criador. E ele pecou, e a doença de sua descendência multiplicou, e introduziram a indecência da semente do Asno, na Égua que gerou a Mula, sem a permissão de Deus, e que se tornaram os imundos Gomorritas. Mesmo assim alguns de seus frutos foram metade bons e metade maus, os maus estão com os dias contados....



O livro da Glória dos Reis (KEBRA NAGAST) da Etiópia, é o trabalho conhecido por narrar a história do estabelecimento da religião dos hebreus na Etiópia. O livro é considerado como o reconhecimento da sua soberania a qual é agora aceito naquela terra como o símbolo da divina autoridade que regeu esses reis, descendentes de uma linha salomônica atraves da rainha etíope Makeda (Sabah), que remonta a casa de David... é o livro considerado sagrado na religião (ou doutrina) Rastafari.

Acesse o livro online:

http://br.geocities.com/kn_pt/

sábado, 18 de abril de 2009

A HISTÓRIA DA ETIÓPIA




A Etiópia, anteriormente chamada de Abissínia (referência bíblica), é um dos países mais antigos do mundo. Segundo a tradição, a Monarquia etíope é fundada no ano 1000 antes de Cristo por ?, filho do rei Salomão e da rainha de Sabá (Sheba). O cristianismo é introduzido pelos coptas, vindos do Egito, e torna-se religião predominante no século IV. Na Antigüidade, a sociedade organizava-se em vários reinos, dos quais o império axumita é o mais conhecido. A Etiópia resiste à invasão árabe no século VII, à chegada de missionários católicos portugueses no século XV e à tentativa de colonização italiana no século XIX. Por volta do século XIX, havia-se consolidado uma única monarquia, sob o Imperador Menelik I. A partir de 1870, a região passou a ser cobiçada pela Itália, que então procurava juntar-se às demais potências européias na corrida pela repartição da África. Em 1896, os italianos dominaram a parte oriental da região, estabelecendo a colônia da Eritréia. No entanto, não conseguiram conquistar a Etiópia, tendo sido derrotados pelas forças do Imperador Menelik II, na Batalha de Adwa, a primeira e talvez única vitória militar de uma nação africana sobre o colonizador europeu. Do lado esquerdo, cartão-postal que mostra Negus Menelik (Negus Menelik Emperor Abyssinia), Imperador da Abissínia. Do lado direito, cartão-postal de 1899, ilustrado com o Imperador Menelik II e grafia em amárico...

Inteiro postal da Etiópia, com a efígie do Imperador Menelik II. Engraved by E. Mouchon; typographed by Atelier de Fabrication des Timbres, Paris. Impresso em 15/17 de junho de 1896. O leão que aparece no postal, talvez como símbolo de universalidade histórica mas também geográfica, é o Leão de Judá – símbolo do império do Rei dos Reis, o Negus Menelik.

Nota: existem moedas (Krause Catalog) com a efígie de Menelik II (1889-1913?)...
1896 (KM-5): moeda emitida com valor facial em “talari” ou “birr” da Etiópia.
1897 (KM-12): cunhada na cidade de Paris, moeda de prata com valor facial de 1/20 birr.
1897 (KM-?): com valor facial de 1/32 birr, com a imagem do Leão de Judá (Lion of Judah) no reverso.

Abaixo, cédula emitida em 1976, com valor facial de 100 birr (PK-34), que mostra o Imperador Menelik II. Existem outras duas similares: PK-40 (1981) e PK-45 (1991).

Em 1930, Hailé Selassié assumiu o trono etíope, sendo coroado imperador. Sobrinho-neto do imperador Menelik II, Hailé Selassié I (1892-1975) foi o último imperador da Etiópia, reinando entre 1930 a 1974.

Mesmo tendo promulgado a constituição de 1931, manteve o poder nas próprias mãos, defrontando-se logo com nova ofensiva expansionista da Itália... Teve seu país invadido em 1935, pela Itália, tendo por isso que se exilar. Ao contrário da primeira vez, os etíopes não resistiram às tropas (agora de Benito Mussolini) e o país foi ocupado entre 1936 a 1941, tornando-se parte da África Oriental Italiana. O Reino Unido dá asilo a Selassié e envia tropas à Etiópia, expulsando os italianos em 1941 e reconduzindo-o ao trono. Soldados britânicos ficam no país até 1952. De volta ao poder ele promoveu a reconstrução do país, fez a reforma agrária e adotou nova Carta Magna para o ano de 1955, quando reconheceu o sufrágio Universal. Com o apoio dos EUA, aliados de Selassié, a ONU decide a incorporação da Eritréia pela Etiópia, numa federação sob a soberania da Coroa etíope. A Federação da Etiópia e Eritréia, em vigor entre 1952 e 1962, funciona apenas no papel, pois Selassié não admite autonomia e anexa a Eritréia como província etíope. Guerrilheiros eritreus deflagram a luta pela secessão. Selassié empreendeu uma série de reformas para modernizar o Estado, entretanto outro fato, o envolvimento da Etiópia em uma disputa territorial com a Somália, bem como sucessivas revoltas de camponeses, foram desgastando o regime progressivamente. No final dos anos 60, configurava-se quadro de descontentamento generalizado, alimentado por altas taxas de inflação, desemprego e estagnação econômica. Durante seu reinado, o país inseria-se nitidamente no Bloco Ocidental, mantendo relacionamento privilegiado com os EUA. Em 1974, foi derrubado por um golpe militar, sendo assassinado no ano seguinte.

Inteiro Postal da Etiópia, com a efígie do Imperador Hailé Selassié I. Emitido em 01/03/1952, Hailie Selassie Cards: Designed, engraved, and typographed by Bradbury, Wilkinson & Co., England.

Em 1974, Hailé Selassié é destronado por um golpe liderado pelo general Aman Michael Andom e morre na prisão um ano depois. É proclamada a República e tem início um período de intrigas palacianas. O príncipe herdeiro do trono etíope, Asfa Wossen, filho do último imperador, Hailé Selassié, morre no exílio em 17 de janeiro, nos EUA.

A Babilônia vai cair !



O distanciamento gradativo do homem em relação ao equilíbrio dinâmico da NATUREZA, fato que vem ocorrendo há séculos em decorrência de ideologias e praticas sociais que subestimam nossa própria criação, hoje em dia encontra-se no seu limite. Uma vez ultrapassado, a conseqüência certa a ser paga é a destruição, podendo ser citados como exemplos, a ignóbil destruição da camada de ozônio essencial para a manutenção da vida e as implacáveis indústrias de alimentos que nutrem a população mundial com alimentos fabricados, ignorando desta forma 2 bilhões de anos de evolução.
O advento do capitalismo, fase mais recente da nossa história, foi um dos pontos cruciais para o surgimento deste movimento. Basta atentarmos com prudência ao contexto das desigualdades sociais, injustiças e pobreza no qual nos encontramos. Não é a toa que o sistema é denominado Babilônia, pois assim como aconteceu na Babilônia no passado, hoje somos escravos de um sistema que privilegia o lucro e o poder em detrimento a ética, moral e cultura de qualquer povo.
Com base nos ensinamentos do antigo povo hebreu, antepassados de nossa civilização atual, os rastas buscam um retorno raízes como forma de libertar da opressão. Para que isso concretize, assumimos uma postura Rastafari, filosofia baseada no principio Único do UNIVERSO o estudo das leis da NATUREZA, ou seja, a verdade sobre as coisas.
A metáfora da babilônia é importante para entender a filosofia rasta. A babilônia é o domínio do mal sobre os homens de boa vontade. Para alguns é o capitalismo. O rasta é o guerreiro anti-babilônia, que abomina os modismos, o falso-moralismo, as convenções impostas pelo sistema. Ele busca a natureza, não come carne vermelha nem ingere bebidas alcoólicas e também não usa as drogas químicas. Hoje o rastafarianismo começa a ser incorporado pelo sistema. Virou moda. Muitos o confundem com mais uma tribo urbana devota da cannabis e curtidora de reggae. É bem mais complexo que isso. O rastaman é o libertário, que reflete seu desprezo às convenções, que nega a autoridade alienante e mostra por suas próprias atitudes e postura o caminho naturalista, igualitário e, essencialmente, humano.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Bob and Wailers in Jamaica 1976

Ah! muito violento
oh, que corrida de ratos
oh, que corrida de ratos
Esta é a corrida dos ratos
Alguns para o bem, outros bastardos
Alguns mascarados
oh, que corrida de ratos, corrida de ratos
Alguns monstruosos, alguns bandidos
Alguns provocadores
nesta corrida de ratos, sim!
Corrida de ratos
Estou cantando
Quando o gato não está
os ratos dançam
A violencia politica enche a cidade
Sim!
Não envolvam os rastas nessas suas falações
Os rasta não trbalhalham para a C.I.A
Corrida de ratos, corrida de ratos, corrida de ratos
Quando pensamos que é tudo paz e segurança
Vem uma improvisa destruição. Segurança coletiva, que certeza?
Si!
Não esqueçam a vossa historia,
Conheçam o vosso destino
Quando a água abunda
O estupido morre de sede
Corrida de ratos, corrida de ratos, corrida de ratos
Oh, é uma desgraça ver a raça humana
em uma corrida de ratos, corrida de ratos.
Tem a corrida dos cavalos
Tem a corrida dos cães
Tem a corrida dos homens
Mas esta é uma corrida de ratos, corrida de ratos

quarta-feira, 8 de abril de 2009

A Ganja para os Rastas

Ganja, marijuana, cannabis é uma erva medicinal milenar usada pelos Rastas, não para diversão ou prazer, mas sim para limpeza e purificação em rituais controlados. Alguns Rastas escolhem não a usar. Muitos sustentam o seu uso através de Génesis 1:29: "E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento."

O "Cálice Flamejante" também é símbolo do "Universalismo Unitário".

Eles vêem a Canabis como tendo a capacidade de permitir o usuário a penetrar na real verdade de como as coisas são com absoluta clareza.Por este motivo é que o Rastafari se reuni para fumar Canabis e discutir a verdade uns com os outros, racionalizando tudo nos mínimos detalhes que duram inúmeras seções.


Desta maneira o Rastafari acredita que a Canabis traz seu usuário próximo a Jah.
O uso da Canabis e particularmente em grandes cachimbos chamados "Cálices" é parte integral do culto que o Rastafari chama de "Seção de Arrazoamento".


O Rastafari garante que a Canabis é a "Árvore da Vida" mencionada na Bíblia.


Não se sabe desde quando o Rastafari usou pela Primeira vez a Canabis como sacramento religioso, porém é claro que desde o início dos anos quarenta do século passado o Rastafari era conhecido como culto do uso da Canabis da Comunidade de Pinacle de Leonard Howell.

Medical Marijuana

A primeira referência documental do uso da ganja se encontra na farmacopéia chinesa, trata-se do Pen Tsao, o livro da Medicina Tradicional Chinesa, escrito em 3.727 A.C. pelo Imperador chinês Shen Nung, considerado por muitos como o pai da medicina mundial. No livro se encontra, entre inúmeros usos, a indicação da Erva para o alívio das dores do parto e das cólicas de menstruação.
Podemos supor que para se chegar a esta conclusão o Imperador Médico deve ter observado o uso da Ganja em profusão. Segundo dados pré-históricos, desde o período Neolítico, há dez mil anos atrás na Ásia (China e Índia), registra o uso do Cânhamo em trabalho de tapeçaria e cestaria. É registrado que os povos que substituíram o junco e outras fibras pela Canabis, tiveram um forte desenvolvimento em relação a outros grupos.
Existem registros de que na Península Ibérica, final do período Neolítico, a manufatura de cestos com fibra de Canabis, foi aperfeiçoada ao ponto de se tornar tecido que posteriormente foram convertidos em sacos, cordas, roupas e calçados, dando condições de criação para os primeiros assentamentos, que põe fim a era de nomadismo da raça humana.
Os povos nômades, por sua vez, aumentaram sua capacidade de movimentação quando domesticaram os cavalos. Ação que se incrementou com as cordas e arreios que eram feitos de Cânhamo, assim como as roupas e caçados. A mobilidade e a necessidade fizeram com que a medida em que avançavam pelo Oriente, levavam com eles o cultivo da Canabis, até os confins da Índia e China.
Os historiadores de medicina afirmam que em 1.500 A.C. a Tradicional Medicina Chinesa estava tão avançada em relação aos seus vizinhos indianos, que além da Ganja eles já conheciam a Anfetamina, Efedrina e já distinguiam a diferença entre a epatite A e B. O uso médico da Ganja passa para a Índia onde o cultivo é milenar, encontrando referência na Ayur-Veda (Aiurvética) e outras antiqüíssimas tradições.