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sexta-feira, 29 de maio de 2009

VERDADES


No Brasil, do Oiapoque ao Chuí, existem pessoas que usam o nome da Majestade I-mperial para os mais diversos fins, e não é raro esses homens mancharem o seu nome sem ter nenhuma conseqüência sobre os seus atos. Encontramos manifestações em sites, em nome de festas, em letras de musicas que se passam por reggae, em camisas, gorros e até nos shows de reggae quando o público profana o nome de Haile Selassie I com uma garrafa de cerveja na mão, um cigarro em outra e os olhos em alguma parte do corpo de alguma mulher mais próxima, sem nem mesmo saber o que significa a expressão JAH RAS TAFARI, até mesmo o público do reggae, como se fosse só mais um assunto de suas letras de músicas, e que poderia ser outro, como mulher, mar, sol.

Os homens são seres influenciados pelo meio em que vivem. O sistema capitalista com sua ideologia dominante que dita como os homens devem ser, o que eles devem defender, quais são seus valores e quais relacionamentos eles devem estabelecer com outros grupos. São influenciados pelo sistema que todo o instante dita comportamentos para os homens, valores estes que têm seu fundamento nas relações de gênero, ou seja, uma forma que a sociedade globalizada arrumou para transformar o "ser macho" ou "fêmea" em "homem" ou "mulher". Esse pensamento é bem diferente do que Rastafari acredita para a vida dos seus I-rmãos.
A sociedade acredita que, ser um Ras Tafari é sinônimo de cabelos Dreads Looks, o que não é verdade, a mesma coisa em ser um Homem Rasta, pois os Dreads são apenas um dos componentes da Fé, do movimento Ras Tafari, e tê-los não significa ser um Homem Rasta, pois este, é um Ser de Luz muito especial, que tem uma grande percepção e enxerga além do que maioria vê, também possui uma beleza natural dada a ele por sua Mãe Omega e a sabedoria do Pai Celestial. É muito talentoso, habilidoso, estudioso, forte, guerreiro, audacioso, e livre. O Rasta tem um propósito para o mundo que é a paz e a I-gualdade de oportunidades para todos poderem ter um teto com terra para plantar, uma nascente de água doce e pura, paz com seu próximo e principalmente preservar a mãe natureza, fonte de vida no planeta. O Rasta se sente bem, dentro da floresta, conversa com plantas e animais, vive em harmonia com o todo, para colher felicidade plena, suas definições são óbvias e seus valores incontestáveis, ou estou sendo realista demais? É redundante dizer, mas o Mundo precisa de pessoas que lutem pela verdade, acima de qualquer interesse e/ou "RABO PRESO" com Igrejas, Religiões, Partidos, Paises, Lendas e Mitos ou mesmo algum Comando Delta ainda não divulgado! Existem pessoas que acham que as verdades não devem ser colocadas ao grande público, talvez por estarem muito acomodadas e compartilharem do mesmo lucro, ficam presas em algemas invisíveis mesmo quando são vítimas do próprio veneno. Acreditem !!!

Todos somos IGNORANTES em relação a muitos assuntos, e à muitos outros achamos que somos conhecedores e estamos enganados, porque a mentira sempre tem validade e quando ela aparece, nos tornamos também vítimas! Neste momento descobriremos a diferença da "Verdade Oculta" para a "Verdade do Sistema", que te iludiu mais de mil anos. Lute também por suas Verdades!!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O LIBERTADOR DE ISRAEL


Moisés, profeta israelita da Bíblia Hebraica (conhecida entre os cristãos como Antigo Testamento), da Tribo de Levi, foi o autor dos 5 primeiros livros do Antigo Testamento. É encarado pelos judeus como o principal legislador e um dos principais líderes religiosos. Para os muçulmanos, Moisés foi um grande profeta.

Segundo o Livro do Êxodo, Moisés foi adotado pela filha do Faraó e educado na corte como um príncipe do Egito. Aos 40 anos, após ter matado um feitor egípcio levado pela "justa" cólera, é obrigado a partir para exílio, a fim de escapar à pena de morte. Fixa-se na região montanhosa de Midiã, situada a leste do Golfo de Acaba. Quarenta anos depois no Monte Horebe, é finalmente "comissionado pelo Deus de Abraão" como o "Libertador de Israel". Ele conduziu o povo de Israel até ao limiar de Canaã, a Terra Prometida a Abraão. No início da jornada, acurralados pelo Faraó, que se arrependera de tê-los deixado partir, ocorre um dos fatos mais conhecidos da Bíblia: A divisão das águas do Mar Vermelho, para que o povo, por terra seca, fugisse dos egípcios, que tentando o mesmo, se afogaram. Logo no início da jornada, no Monte de Horebe, na Península do Sinai, Moisés recebeu as Tábuas dos Dez Mandamentos do Deus de Abraão, escritos "pelo dedo de Deus". As tábuas eram guardadas na Arca do Concerto. Em seguida, os israelitas vagaram pelo deserto por 40 anos até chegarem a Canaã. Durante 40 anos (segundo a maioria dos historiadores, no período entre 1250 AC e 1210 AC), conduz o povo de Israel na peregrinação pelo deserto. Moisés morre aos 120 anos, após contemplar a terra de Canaã no alto do Monte Nebo, na Planície de Moabe. Josué, o ajudante, sucede-lhe como líder, chefiando a conquista de territórios na Transjordânia e de Canaã. No Cristianismo, Moisés prefigura o "Moisés Maior", o prometido Messias (em grego, o Cristo). O relato do Êxodo de Israel, sob a liderança por Moisés, prefigura a libertação da escravidão do pecado, passando os cristãos a usufruir a liberdade gloriosa pertencente aos filhos de Deus.

As 12 tribos de Israel


Tribo de Israel (do hebraico שבטי ישראל) é o nome dado às unidades tribais patriarcais do Antigo Povo de Israel e que de acordo com a tradição judaico-cristã teriam se originado dos doze filhos de Yaacov (Jacó), neto de Abraham (Abraão).

As doze tribos teriam o nome de dez dos filhos de Jacó. As outras duas tribos restantes receberam os nomes dos filhos de Yossef (José), abençoados por Yaacov como seus próprios filhos. Os nomes das tribos são: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Zebulom, Issacar, Dã, Gade, Aser, Naftali, Benjamim, Manassés e Efraim. Apesar desta suposta irmandade as tribos não teriam sido sempre aliadas, o que ficaria manifesto na cisão do reino após a morte do rei Salomão. Com a extinção do Reino de Israel ao norte, dez das tribos desapareceriam e a determinação do seu destino até hoje é objeto de debate. As outras tribos restantes (Judá, Benjamin e Levi constituiriam o que hoje chama-se de judeus e serviria de base para sua divisão comunitária (Yisrael, Levi e Cohen).

O livro de Gênesis conta da descendência do patriarca Jacó, mais tarde batizado por Deus como Israel, e de suas duas mulheres e duas concubinas. Jacó teve ao todo 12 filhos, cujos nomes estão acima citados. Neste momento da narrativa, o cronista bíblico concentra-se no relato da história de José, de como ele foi separado de seus irmãos, como obteve importância política no Egito, e de como voltou a reunir sua família. A narração conta também que os 12 filhos de Jacó e suas famílias e criados obtiveram permissão para habitar a fértil região oriental do Delta do Nilo, onde teriam se multiplicado grandemente. Cada uma das 12 famílias teria mantido uma individualidade cultural, de forma que se identificassem entre si como tribos separadas. A narrativa ainda destaca que José teve 2 filhos, Manassés e Efraim, e seus descendentes seriam elevados ao status de tribos independentes, embora fossem sempre referidos como meio-tribos (encerrando um número fixo de 12 tribos). Ao final de Gênesis, Jacó, em sua velhice, abençoa a cada um de seus filhos, prenunciando o destino que aguardavam os seus descendentes no futuro.

Em Êxodo, a Bíblia conta como Moisés, membro da tribo de Levi, e seu irmão Arão, lideraram os hebreus das 12 tribos em sua fuga do Egito. Durante a narrativa, as tribos são contadas, e seus líderes e representantes são nomeados, demonstrando um forte senso de individualidade entre as tribos e as meio-tribos de José. À tribo de Levi são designadas as tarefas sacerdotais e os direitos e deveres diferenciados que estas tarefas implicavam. As demais mantiveram-se com os mesmos direitos e obrigações, embora, através do número de membros, algumas tribos já pudessem gozar de alguma superioridade política.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O Sistema


Sou adepto da sustentabilidade, da economia solidária, das agroflorestas, da ecologia profunda, do compartilhar incondicional, da compaixão, da vibração positiva, da I-rmandade, da ajuda mútua, da I-ntegração harmônica do homem com a natureza e dos homens entre si, da descoberta da vocação Divina presente em cada um, de agir no Aqui e Agora, da verdadeira transformação, da crítica não afirmativa [aquela que não realimenta o sistema babilouco], da dedicação, do amor incondicional, do encontro com Deus, da espiritualidade...




No entanto, sem desmerecer a ideologia da qual estou fomentando, não posso me furtar a criticar o termo "inclusão social", pois o termo "inclusão social" é demagógico e meramente assistencialista. No século XVI, os colonizadores portugueses incluíram os nativos indígenas brasileiras no seus sistema mercantil e trouxeram o conceito de sociedade urbana... resultado no Brasil de hoje: miséria, degradação da cultura indígena, alcoolismo, a maior parte da população nativa foi erradicada... sorte dos que não foram incluídos nisso, e ainda hoje podem praticar seu modo de vida natural e sustentável, mantendo a visão de que somos parte da Terra e ela é parte de nós. Não sou eu que vou incluí-los nesta tragédia que é a sociedade em que vivemos, baseada no medo, no dinheiro, no lucro e na moral judaicocristã. Prefiro eu ser incluído em outra sociedade...



Segundo, a definição: "oferecer aos mais necessitados". Quem define isso? Quem vai taxar um I-rmão de necessitado? Necessitam do que? Tudo? Vamos taxar algumas pessoas [ou crianças, como é normal] de carentes? Quem vai carregar um fardo destes?



Participarem da distribuição de renda do País dentro de um sistema que beneficie a todos e não somente uma camada da sociedade. Que sistema é esse que eu não conheço? Será que não precisamos então recriar este sistema, ao invés de incluir os necessitados em um sistema falido?


Este termo, inclusão social, diz respeito justamente à inclusão de pessoas no mercado de trabalho. Mercado este que já está saturado, e que conta com um "exército reserva" lutando contra a fome para sobreviver. Incluir pessoas na luta pela sobrevivência, ao invés de permitir que as pessoas vivam.


Karl Polanyi, em sua obra "A Grande Transformação", coloca que a criação do mercado de trabalho é um processo de transformação do trabalho e da mão-de-obra em mercadoria. Uma mercadoria fictícia, claro, mas ainda sim uma mercadoria. Durante a introdução deste sistema na Inglaterra no século XIX, constatou-se que a única maneira de obrigar as pessoas a trabalhares era criando outra mercadoria fictícia: a terra. E ao cercar a terra e impedir o camponês, ao nativo e ao índio de viver em sua comunidade de forma harmônica, como vinha fazendo há séculos, criou-se a única mtoivação possível para alguém se auto-condenar à triste inclusão social no mercado de trabalho: a ameaça da fome e o espectro da morte por inanição. Fica assim, sem saída!



Resumindo: alguém em sua plena consciência só se sujeitaria a trabalhar se ameaçado pela fome e pela pobreza. Esta é a louvada inclusão social... a criação da classe dos sofredores.

Para fechar esta reflexão, alguns insights de Robert Nesta Marley, a respeito do assunto...



BABYLON SYSTEM
Bob Marley

Nós nos recusamos a ser
O que vocês querem que nós sejamos
Nós somos o que somos
Este é o jeito que as coisas vão acontecer

Se você não sabe

Vocês não podem nos educar
Para nenhuma igualdade de oportunidades
Estou falando de liberdade
Libertação das pessoas e liberdade

Nós estamos caminhando na prensa de vinho
Por tanto tempo
Temos que nos rebelar
Temos que nos rebelar agora
Rebele-se!

O Sistema Babilônico é o vampiro
Sugando as crianças dia após dia
O Sistema Babilônico é o vampiro
Império em decadência
Sugando o sangue dos sofredores
Construíndo Igrejas e Universidades
Enganando o povo continuamente
Graduando ladrões e assassinos
Cuidado: eles sugam o sangue dos sofredores

10x Diga às crianças a verdade

Porque nós estamos caminhando na prensa de vinho
Por tanto tempo
Temos que nos rebelar
Temos que nos rebelar agora
Rebele-se!

Desde o dia em que deixamos a terra de nosso Pai
Nós fomos massacrados
Nós fomos oprimidos

Nós sabemos de tudo
Temos que nos rebelar
Alguém deve pagar pelo nosso trabalho.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A GLORIA DOS REIS


Em louvor de Deus, o Pai, o sustentador do Universo, e seu filho Jesus Cristo, através de qual tudo vieram a ser, e sem o qual nada viria a ser, e a sagrada triunidade espiritual, O Paracleto que veio a frente do Pai e derivou do Filho, nos que acreditamos e adoramos a Trindade, um Deus, o Pai, e o Filho e o Espírito Santo.

1. Concernente a Gloria dos Reis
A interpretação e explanação dos 318 patriarcas concernente ao esplendor, grandeza e dignidade, e como Deus deu-nos a descendência de Adão, e especialmente a grandeza e esplendor de 'Sion’ o tabernáculo da Lei de Deus, do qual Ele é o criador e construtor, na fortaleza de sua santidade, antes da criação das coisas, anjos e homens. Pelo Pai, o Filho e o Espírito Santos que com concordância, e bondade conjuntas, criaram a celestial ‘Sion’ para ser a habitação de sua Glória. E o Pai, o Filho e o Espírito Santo disseram: ‘Vamos criar o homem a nossa semelhança e gosto! É prontamente eles deram sua opinião. E o filho disse ‘Eu porei no corpo de Adão!’, e o Espírito Santo disse “Eu abrigarei o coração dos Profetas e dos justos!”, e o acordo foi selado em Sion. E David disse” Lembra-te do teu acordo que foi feito para a salvação, a vara da tua herança, no monte ‘Sion’, a qual tu abrigas!’ E Ele criou Adão a sua semelhança, e Ele removeu Satan de seus campos e estabeleceram Adão junto com o justo, suas crianças e sua fé. Pois esse era o plano de Deus, em um dia se tornar Homem, estar em tudo e em todos. E nos dias em que ele viria em que se tornasse carne, ele estaria na segunda ‘Sion’, e se tornaria o segundo Adão, que é o nosso salvador Cristo. Essa é sua Gloria e sua fé, nossa esperança e vida… a Segunda ‘Sion’.



2. Concernente a Grandeza dos Reis
Gregório, o operador de milagres, em sua reclusão de 15 anos, pelo amor à Cristo, disse a respeito dos Reis da Armênia, que a gloria dos reis não consiste numa multidão de soldados ou em numerosas possessões... Fala no que consiste a grandeza de um Rei! Esses Reis, do 1º ao ultimo, respeitariam as leis e honradez...

3. Concernente a o Reino de Adão
E Eu fui até Adão e disse Deus é Rei na verdade, rezar é encontrá-lo. E Ele apontou para Adão ser Rei sobre tudo que Ele criou. E Ele o tirou do Jardim (Paraíso) por causa do pecado causado pela Serpente planejado pelo Diabo. E no triste momento em que Cain nasceu Adão olhou sua face e viu que era um rosto que continha a maldade. E quando Abel nasceu Adão viu que sua face era a face da bondade. Então Adão disse: ‘Esse é meu filho e dele será o meu Reino!’

4. Concernente à inveja
Cain tinha inveja de Abel pela preferência de Adão, Satan colocou mais inveja no coração de Cain, após Deus não ter aceitado um sacrifício seu e ter dado, através de Adão, a Abel as duas irmãs (criadas para multiplicar a espécie no mundo) como esposas deixando Cain só. Sem herdeiros (apos o crime) Deus deu a Adão, Seth, que passaria agora a ser o herdeiro.

5. Concernente a o Reino de Seth
E Adão morreu, e Seth reinou com honradez. E Seth morreu, e Henos reinou. E Henos morreu, e Caynan reinou. E Cainan morreu, e Mahalatel reinou. E Mahalatel morreu, e Yared reinou. E Yared morreu, e Henokh reinou com honradez, e ele temeu a Deus, e Deus ocultou dele que este poderia não morrer. E ele tornou-se Rei na terra dos vivos. E depois de Enokh desaparecer Matusalém reinou. E Matusalém morreu, e Lamech reinou. E Lamech morreu, e Noeh reinou com honradez e ele agradeceu a Deus em todo seu trabalho.

6. Concernente ao Pecado de Cain
Depois de matar seu irmão Cain não se arrependeu, e continuou a desafiar o Senhor, não reconhecendo nele o criador. E ele pecou, e a doença de sua descendência multiplicou, e introduziram a indecência da semente do Asno, na Égua que gerou a Mula, sem a permissão de Deus, e que se tornaram os imundos Gomorritas. Mesmo assim alguns de seus frutos foram metade bons e metade maus, os maus estão com os dias contados....



O livro da Glória dos Reis (KEBRA NAGAST) da Etiópia, é o trabalho conhecido por narrar a história do estabelecimento da religião dos hebreus na Etiópia. O livro é considerado como o reconhecimento da sua soberania a qual é agora aceito naquela terra como o símbolo da divina autoridade que regeu esses reis, descendentes de uma linha salomônica atraves da rainha etíope Makeda (Sabah), que remonta a casa de David... é o livro considerado sagrado na religião (ou doutrina) Rastafari.

Acesse o livro online:

http://br.geocities.com/kn_pt/

sábado, 18 de abril de 2009

A HISTÓRIA DA ETIÓPIA




A Etiópia, anteriormente chamada de Abissínia (referência bíblica), é um dos países mais antigos do mundo. Segundo a tradição, a Monarquia etíope é fundada no ano 1000 antes de Cristo por ?, filho do rei Salomão e da rainha de Sabá (Sheba). O cristianismo é introduzido pelos coptas, vindos do Egito, e torna-se religião predominante no século IV. Na Antigüidade, a sociedade organizava-se em vários reinos, dos quais o império axumita é o mais conhecido. A Etiópia resiste à invasão árabe no século VII, à chegada de missionários católicos portugueses no século XV e à tentativa de colonização italiana no século XIX. Por volta do século XIX, havia-se consolidado uma única monarquia, sob o Imperador Menelik I. A partir de 1870, a região passou a ser cobiçada pela Itália, que então procurava juntar-se às demais potências européias na corrida pela repartição da África. Em 1896, os italianos dominaram a parte oriental da região, estabelecendo a colônia da Eritréia. No entanto, não conseguiram conquistar a Etiópia, tendo sido derrotados pelas forças do Imperador Menelik II, na Batalha de Adwa, a primeira e talvez única vitória militar de uma nação africana sobre o colonizador europeu. Do lado esquerdo, cartão-postal que mostra Negus Menelik (Negus Menelik Emperor Abyssinia), Imperador da Abissínia. Do lado direito, cartão-postal de 1899, ilustrado com o Imperador Menelik II e grafia em amárico...

Inteiro postal da Etiópia, com a efígie do Imperador Menelik II. Engraved by E. Mouchon; typographed by Atelier de Fabrication des Timbres, Paris. Impresso em 15/17 de junho de 1896. O leão que aparece no postal, talvez como símbolo de universalidade histórica mas também geográfica, é o Leão de Judá – símbolo do império do Rei dos Reis, o Negus Menelik.

Nota: existem moedas (Krause Catalog) com a efígie de Menelik II (1889-1913?)...
1896 (KM-5): moeda emitida com valor facial em “talari” ou “birr” da Etiópia.
1897 (KM-12): cunhada na cidade de Paris, moeda de prata com valor facial de 1/20 birr.
1897 (KM-?): com valor facial de 1/32 birr, com a imagem do Leão de Judá (Lion of Judah) no reverso.

Abaixo, cédula emitida em 1976, com valor facial de 100 birr (PK-34), que mostra o Imperador Menelik II. Existem outras duas similares: PK-40 (1981) e PK-45 (1991).

Em 1930, Hailé Selassié assumiu o trono etíope, sendo coroado imperador. Sobrinho-neto do imperador Menelik II, Hailé Selassié I (1892-1975) foi o último imperador da Etiópia, reinando entre 1930 a 1974.

Mesmo tendo promulgado a constituição de 1931, manteve o poder nas próprias mãos, defrontando-se logo com nova ofensiva expansionista da Itália... Teve seu país invadido em 1935, pela Itália, tendo por isso que se exilar. Ao contrário da primeira vez, os etíopes não resistiram às tropas (agora de Benito Mussolini) e o país foi ocupado entre 1936 a 1941, tornando-se parte da África Oriental Italiana. O Reino Unido dá asilo a Selassié e envia tropas à Etiópia, expulsando os italianos em 1941 e reconduzindo-o ao trono. Soldados britânicos ficam no país até 1952. De volta ao poder ele promoveu a reconstrução do país, fez a reforma agrária e adotou nova Carta Magna para o ano de 1955, quando reconheceu o sufrágio Universal. Com o apoio dos EUA, aliados de Selassié, a ONU decide a incorporação da Eritréia pela Etiópia, numa federação sob a soberania da Coroa etíope. A Federação da Etiópia e Eritréia, em vigor entre 1952 e 1962, funciona apenas no papel, pois Selassié não admite autonomia e anexa a Eritréia como província etíope. Guerrilheiros eritreus deflagram a luta pela secessão. Selassié empreendeu uma série de reformas para modernizar o Estado, entretanto outro fato, o envolvimento da Etiópia em uma disputa territorial com a Somália, bem como sucessivas revoltas de camponeses, foram desgastando o regime progressivamente. No final dos anos 60, configurava-se quadro de descontentamento generalizado, alimentado por altas taxas de inflação, desemprego e estagnação econômica. Durante seu reinado, o país inseria-se nitidamente no Bloco Ocidental, mantendo relacionamento privilegiado com os EUA. Em 1974, foi derrubado por um golpe militar, sendo assassinado no ano seguinte.

Inteiro Postal da Etiópia, com a efígie do Imperador Hailé Selassié I. Emitido em 01/03/1952, Hailie Selassie Cards: Designed, engraved, and typographed by Bradbury, Wilkinson & Co., England.

Em 1974, Hailé Selassié é destronado por um golpe liderado pelo general Aman Michael Andom e morre na prisão um ano depois. É proclamada a República e tem início um período de intrigas palacianas. O príncipe herdeiro do trono etíope, Asfa Wossen, filho do último imperador, Hailé Selassié, morre no exílio em 17 de janeiro, nos EUA.

A Babilônia vai cair !



O distanciamento gradativo do homem em relação ao equilíbrio dinâmico da NATUREZA, fato que vem ocorrendo há séculos em decorrência de ideologias e praticas sociais que subestimam nossa própria criação, hoje em dia encontra-se no seu limite. Uma vez ultrapassado, a conseqüência certa a ser paga é a destruição, podendo ser citados como exemplos, a ignóbil destruição da camada de ozônio essencial para a manutenção da vida e as implacáveis indústrias de alimentos que nutrem a população mundial com alimentos fabricados, ignorando desta forma 2 bilhões de anos de evolução.
O advento do capitalismo, fase mais recente da nossa história, foi um dos pontos cruciais para o surgimento deste movimento. Basta atentarmos com prudência ao contexto das desigualdades sociais, injustiças e pobreza no qual nos encontramos. Não é a toa que o sistema é denominado Babilônia, pois assim como aconteceu na Babilônia no passado, hoje somos escravos de um sistema que privilegia o lucro e o poder em detrimento a ética, moral e cultura de qualquer povo.
Com base nos ensinamentos do antigo povo hebreu, antepassados de nossa civilização atual, os rastas buscam um retorno raízes como forma de libertar da opressão. Para que isso concretize, assumimos uma postura Rastafari, filosofia baseada no principio Único do UNIVERSO o estudo das leis da NATUREZA, ou seja, a verdade sobre as coisas.
A metáfora da babilônia é importante para entender a filosofia rasta. A babilônia é o domínio do mal sobre os homens de boa vontade. Para alguns é o capitalismo. O rasta é o guerreiro anti-babilônia, que abomina os modismos, o falso-moralismo, as convenções impostas pelo sistema. Ele busca a natureza, não come carne vermelha nem ingere bebidas alcoólicas e também não usa as drogas químicas. Hoje o rastafarianismo começa a ser incorporado pelo sistema. Virou moda. Muitos o confundem com mais uma tribo urbana devota da cannabis e curtidora de reggae. É bem mais complexo que isso. O rastaman é o libertário, que reflete seu desprezo às convenções, que nega a autoridade alienante e mostra por suas próprias atitudes e postura o caminho naturalista, igualitário e, essencialmente, humano.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Bob and Wailers in Jamaica 1976

Ah! muito violento
oh, que corrida de ratos
oh, que corrida de ratos
Esta é a corrida dos ratos
Alguns para o bem, outros bastardos
Alguns mascarados
oh, que corrida de ratos, corrida de ratos
Alguns monstruosos, alguns bandidos
Alguns provocadores
nesta corrida de ratos, sim!
Corrida de ratos
Estou cantando
Quando o gato não está
os ratos dançam
A violencia politica enche a cidade
Sim!
Não envolvam os rastas nessas suas falações
Os rasta não trbalhalham para a C.I.A
Corrida de ratos, corrida de ratos, corrida de ratos
Quando pensamos que é tudo paz e segurança
Vem uma improvisa destruição. Segurança coletiva, que certeza?
Si!
Não esqueçam a vossa historia,
Conheçam o vosso destino
Quando a água abunda
O estupido morre de sede
Corrida de ratos, corrida de ratos, corrida de ratos
Oh, é uma desgraça ver a raça humana
em uma corrida de ratos, corrida de ratos.
Tem a corrida dos cavalos
Tem a corrida dos cães
Tem a corrida dos homens
Mas esta é uma corrida de ratos, corrida de ratos

quarta-feira, 8 de abril de 2009

A Ganja para os Rastas

Ganja, marijuana, cannabis é uma erva medicinal milenar usada pelos Rastas, não para diversão ou prazer, mas sim para limpeza e purificação em rituais controlados. Alguns Rastas escolhem não a usar. Muitos sustentam o seu uso através de Génesis 1:29: "E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento."

O "Cálice Flamejante" também é símbolo do "Universalismo Unitário".

Eles vêem a Canabis como tendo a capacidade de permitir o usuário a penetrar na real verdade de como as coisas são com absoluta clareza.Por este motivo é que o Rastafari se reuni para fumar Canabis e discutir a verdade uns com os outros, racionalizando tudo nos mínimos detalhes que duram inúmeras seções.


Desta maneira o Rastafari acredita que a Canabis traz seu usuário próximo a Jah.
O uso da Canabis e particularmente em grandes cachimbos chamados "Cálices" é parte integral do culto que o Rastafari chama de "Seção de Arrazoamento".


O Rastafari garante que a Canabis é a "Árvore da Vida" mencionada na Bíblia.


Não se sabe desde quando o Rastafari usou pela Primeira vez a Canabis como sacramento religioso, porém é claro que desde o início dos anos quarenta do século passado o Rastafari era conhecido como culto do uso da Canabis da Comunidade de Pinacle de Leonard Howell.

Medical Marijuana

A primeira referência documental do uso da ganja se encontra na farmacopéia chinesa, trata-se do Pen Tsao, o livro da Medicina Tradicional Chinesa, escrito em 3.727 A.C. pelo Imperador chinês Shen Nung, considerado por muitos como o pai da medicina mundial. No livro se encontra, entre inúmeros usos, a indicação da Erva para o alívio das dores do parto e das cólicas de menstruação.
Podemos supor que para se chegar a esta conclusão o Imperador Médico deve ter observado o uso da Ganja em profusão. Segundo dados pré-históricos, desde o período Neolítico, há dez mil anos atrás na Ásia (China e Índia), registra o uso do Cânhamo em trabalho de tapeçaria e cestaria. É registrado que os povos que substituíram o junco e outras fibras pela Canabis, tiveram um forte desenvolvimento em relação a outros grupos.
Existem registros de que na Península Ibérica, final do período Neolítico, a manufatura de cestos com fibra de Canabis, foi aperfeiçoada ao ponto de se tornar tecido que posteriormente foram convertidos em sacos, cordas, roupas e calçados, dando condições de criação para os primeiros assentamentos, que põe fim a era de nomadismo da raça humana.
Os povos nômades, por sua vez, aumentaram sua capacidade de movimentação quando domesticaram os cavalos. Ação que se incrementou com as cordas e arreios que eram feitos de Cânhamo, assim como as roupas e caçados. A mobilidade e a necessidade fizeram com que a medida em que avançavam pelo Oriente, levavam com eles o cultivo da Canabis, até os confins da Índia e China.
Os historiadores de medicina afirmam que em 1.500 A.C. a Tradicional Medicina Chinesa estava tão avançada em relação aos seus vizinhos indianos, que além da Ganja eles já conheciam a Anfetamina, Efedrina e já distinguiam a diferença entre a epatite A e B. O uso médico da Ganja passa para a Índia onde o cultivo é milenar, encontrando referência na Ayur-Veda (Aiurvética) e outras antiqüíssimas tradições.

As Cerimônias Ras Tafari

São duas as principais, grounation e nyabinghi.

Nyabinghi é a música tocada nas reuniões rastas, que incluem o som de pelo menos três instrumentos de percussão, canto, dança, uso espiritual da ganja e louvor a Jah Rastafari. Os instrumentos de percussão têm um valor simbólico para os rastas. Eles simbolizam as origens, e de uma certa maneira, a própria África (ao lado, um elder toca seu instrumento de percussão). Muitos consideram que os tambores são a voz de Jah.

Durante muito tempo, os rastas dançaram nyabinghi contra inimigos específicos, afim de evocar a força de Jah para destruí-los. Atualmente, a dança é utilizada para celebrar datas especiais, como a coroação de Sua Majestade Imperial (2 de novembro), o aniversário de Selassie (23 de julho), o fim da escravidão (primeiro de agosto), e o aniversário de Marcus Garvey (17 de agosto).

Todos os anos, no mês de agosto, os rastas comemoram a visita de Haile Selassie I à Jamaica, ocorrida em 25 de abril de 1966. As comemorações começam por volta do dia 21, e recebem o nome de Grounation Day.

Grounation significa "a afirmação da vida sobre a terra". Durante vários dias, os rastas se reunem em acampamentos, onde meditam, utilizam a erva, executam cantos nyabinghi e louvam a Jah. Nestas reuniões, as crianças são deixadas livres para irem onde quiserem. Se elas precisarem de qualquer coisa, o rasta mais próximo irá atendê-las e ajudá-las com o mesmo amor com que elas seriam tratadas por seus pais naturais.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

I and I

A "conversa Rasta" a forma ritual de se falar , praticada em diferentes graus no movimento , é especialmente proeminente entre os aderentes da Ordem Nyahbinghi. Considerando o movimento messiânico e também milenar Ras Tafari I encaixe-se na discriminação "anti sociedade" , "uma sociedade estabelecida dentro de outra sociedade" como uma alternativa consciente. É um modo de resistência ao mercado ainda "escravista" da moderna babilonia. A fala Ras Tafari como uma "anti-lingua não é somente paralela a sociedade , é de fato gerada por ela". A anti-lingua cresce quando á realidade alternativa é uma realidade contrariada, estabelecida em oposição a realidade subjetiva , não meramente expressando isso, mais ativamente criando e mantendo essa outra forma de expressão , que nada mais é que uma ação coletiva.
"I and I" (Eu e Eu) é usado seja onde um pronome aparecer no discurso; substitui ‘você e eu’. O uso obliquo do pronome expressa a igualdade presumida entre os Rastas. "I and I" significa a identidade comum dos oradores como filhos de Haile Selassie I. Os nomes proferidos pelos Rastas exemplificam a associação do homem e Deus. A enunciação de "I"(eu) quando pronunciado "Jah Ras Tafari I" ou "Haile I SelassieI" conecta a intenção pessoal com a vibração divina.
Alem disso, a linguagem (I – ance, parlance) Ras Tafari I envolve o remodelamento e ocultamento de itens lexicais para encontrar sua necessidade. Uma técnica comum é conotar um símbolo, incrementado o significado da palavra; por exemplo, transformando "opressores" em "depressores"(opressers= downpressers), "políticos" em "politruques" (politics = politricks), "entendimento" em "sobreentendimento" (understand = overstand). O uso de algumas palavras pelos Rastas que viviam nas colinas da Jamaica davam significado à visão que eles tinham dos urbanos; por exemplo "city" (cidade) = "shity"(merda) ou também para designar o modelo social – "system" (sistema) = "shitstem" (sistema de merda), "situation" (situação) = "shituation" (situação de merda). Quando a falta de cultura, no cunho educacional – "education"(educação)= "head-decay-shun" (cabeça- decadente- afastada) e principalmente a valorização de personagens europeus históricos, ligados à igreja católica e que faziam comercio de escravos negros – "Christopher Colombus" (Cristovão Colombo)- "Christ-Come – To- Rob – Us"(Cristo veio nos roubar) fez com que milhares de palavras viessem a surgir no vocabulário denominado de Patois.
Este vasto vocabulário tem a intenção de definir o mundo no qual o Rasta vive, tanto o sistema econômico, religioso e politico como também a aspiração espiritual. Todas as palavras que tem pronome "I" referem-se exclusivamente aos valores ou rituais que os Rastas davam importância ; por exemplo, "I-shence" = "icense (incenso), (maconha) "I-ses" = "praises"(orações) , "I- ration" = "Creation" (criação), "Ithiopia" = "Ethiopia" (Etiópia) . "I-wah" = "power"(poder) "I-tes"= "thoughts" (pensamentos).
A compreensão da redenção africana é similarmente conotada pelo conceito de "Eu" . "For I" ou "Far Eye" (Para Eu ou Olho que Enxerga Longe) usados em Rastafari I são termos para denominar a visão mística. A experiência visionaria é interna, parte pelo processo de conversação, e ultimamente pela noção visionaria que rendenção é igual a repatriação ; a visão da Africa concorda com a expectativa da salvação.

Eu & Eu

“Quem é você ? não há nenhum você. Há somente Eu, Eu e Eu. Eu é você, Eu é Deus, Deus é Eu. Deus é você mas não há nenhum você, porque você é Eu, então Eu e Eu é Deus. Nós somos todos cada um e um com Deus porque é a mesma energia de Vida que flui em todos nós”.

O início em Kingston

Antes mesmo da explosão da guerra Ítalo- Etíope em 1935, uma fotografia de Haile Selassie I , em veste de guerreiro em Amhara, circulou pelas favelas de Kingston juntamente com um artigo do Jornal Times no dia 7 de dezembro. De acordo com a reportagem, originalmente atribuída a um agente da propaganda fascista italiana, o Imperador Selassie era o mentor da Ordem Nyahbinghi. Essa ordem era internacionalmente reconhecida como uma sociedade africana secreta dedicada a derrubar a dominação branca e colonial. O nome Nyahbinghi significava “morte aos europeus”.
Na Jamaica , os primeiros aderentes da fé Ras Tafari I tornaram esse artigo quase como a um chamado e procuraram alinhar-se espiritualmente ao Imperador Selassie, participando efetivamente da Ordem Nyahbinghi. A palavra Nyahbinghi foi rapidamente adaptada ao vocabulário Rasta como protesto racial, e tornou-se a significar ‘morte aos opressores negros e brancos’.
Muitas comunidades Rastas começaram a identificaram-se como Nyahs, e na sordidez de West Kingston, uma militância do novo movimento começou a se desenvolver. Em 1960, a Universidade de West Indies patrocinou uma reportagem sobre o movimento Ras Tafari I e sua relação com a sociedade jamaicana em geral. Tal reportagem foi o resultado de um pedido pôr parte da comunidade Rasta que queixava-se da perseguição policial e da desinformação pública. Até então Jamaica, ao contrário do que muitas pessoas pensam, a maioria era (e ainda é) cristã, enquanto que os Rastas eram vistos sem qualquer status social, até porque a sua maioria vivia em condições paupérrimas.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

TAMBORES

Ao som dos tambores, canta-se e dança-se em homenagem aos antepassados, porque no tempo da escravidão, era o som dos tambores que levava os mais velhos de volta a sua terra. É também ao som desses tambores, e louvando os ancestrais, que se brinda a uma nova família que se forma, a uma nova vida que nasce, à memória de um ente querido que se vai.

A BATIDA DO CORAÇÃO

"Nyahbinghi representa VIDA. Princípio sem fim. Representa o retorno à vivência original, a resistência a toda a opressão e dominação, a tudo que nos desvia do caminho da Verdade. A maior representação da Vida é a batida do coração. Nas celebrações Rastafaris os tambores africanos representam através de seus toques a batida do coração-Vida-Nyahbinghi."

De acordo comum relato de um observador do movimento em 1953 havia uma falta acentuada na batida dos tambores nos primeiros encontros de rua dos Rastas. Nesses encontros, hinos de ressuscitação dos cultos afro-cristãos conhecidos como pocomania e Sião foram adaptados para o desenvolvimento da liturgia Jesus Cristo em todos os textos das canções. Hinos Garveyistas e até o Hino Nacional Etíope Nyahbinghi eram cantados. Naquele tempo o antagonismo entre os grupos Rastas e os Revivalistas cresceu, buru foi naquela época a musica Rastafari, inspirando seus tambores . Buru foi naquela época a música mais popular derivada da seculariedade africana em Kingston. Apesar da clara derivação da batida Nyahbinghi, da base, do fundo e do marcador dos três tambores Burus, as duas tradições tem ritmos basais distintos. Todavia, ambos estilos tem antecedentes históricos diretos na tradição musical do oeste e do centro da África. Ambos têm uma organização rítmicas baseada na intercalação das batidas tocadas em vários tambores.A musica Nyahbinghi é um compaço retirado do passado Africano, mas a distancia é musicalmente evidente ate pelos toques improvisados do lider e marcador. A batida Nyahbinghi , com mensagens da Redenção Negra, tem sido incorporadas dentro do reggae. Essas conções populares de libertação são ouvidas hoje mundialmente , dos sound systems de rua de Kingston ate os shebeens do soweto , na Africa do Sul.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

A CULTURA NYAHBINGHI

Os Nyah eram publicamente identificados por seus longos cabelos, os Dreadlocks, e pelo uso sagrado , mas desafiador e anti-social da maconha (ganja). Os Nyahbinghis dentro do movimento Ras Tafari I atual é um longo termo que em adição a seu significada original tambem cobre outros importantes aspectos da vida cultural, incluindo:
A Ordem Nyahbinghi , uma seção dentro do movimento Ras Tafari I em geral, também reconhece o Governo Teocrático de Haile Selassie I. Os membros da primeira geração Nyah fazem parte da formação do movimento Rasta.
Os rituais de culto e adoração são patrocinados por membros da comunidade . As cerimônias Nyahbinghis são festejadas regularmente em varias datas em toda a ilha da Jamaica. Comemorações anuais incluem o aniversario do Imperador Haile Selassie I (23 de julho), a data da coroação do Imperador (2 de novembro) e o aniversario de visita do Imperador a Jamaica em 1966 (21 de abril). Os Nyahbinghis também realizam Assembléias ou “Congregações” que são consideradas como “serviços divinos”
A musica com os tambores , a dança e as palavras fazem parte da celebração e do culto e tambem são denominadas de Nyahbinghi. Como parte da ressureição dada batida africana, a musica Nyahbinghi ou Heart Beat (batidas do Coração) está ligada às harpas do Rei Davi, usadas para compor os salmos reais do Velho testamento.
As congregações Nyahbinghi usualmente duram de três a sete dias, tempo para a comunidade se reunir e revitalizar a fé Ras Tafari através de atividades como por exemplo tocar tambores, cantar orações , ler trechos da bíblia , fumar maconha e dançar. No centro da celebração Nyahbinghi está o Tabernáculo onde acontece o ritual. Com as cores da bandeira da Etiópia (verde ouro e vermelho), os Nyahs chamam a Israel seu destino providencial – “África, sim! Jamaica, não!” “Jah chama os cantores e tocadores de instrumentos”, “Repatriação agora!”.
O tabernáculo Nyahbinghi é a sala circular do trono do arco- íris (representado pelas cores da bandeira da Etiópia), o poder sagrado do solo de onde emana o terremoto, a luz, o trovão, o fogo e o enxofre do Armagedon. O “chalice”( cálice , cachimbo Rasta) Passa de mão em mão em volta do altar , ativando ritualisticamente os símbolos do calor, ar e agua, as forças primais da criação. Atraves da Palavra, Som & Poder (Word, Sound & Iwah) a fé está unida com a cabeça Criadora (Ras Tafari) num tipo de telepatia mística, que tem o intuito de cantar a queda da babilonia , para livrar a Terra da perversidade e restaurar a ordem natural da Criação e seu estado original de perfeição. Fora do Tabernáculo fica uma grande fogueira onde um Homem de fogo permanece em vigília para manter as chamas da justiça e do julgamento acesas até a hora da repatriação chegar.

As cores do reggae

Um dos símbolos mais obvios dos Rastafari são as cores. Estas são o vermelho, preto, verde e amarelo. Estas cores foram retiradas do movimento de Marcus Garvey.

A cor vermelha, simboliza a triunfante igreja dos Rastafari, representando também o sangue dos mártires que existem na história dos rastas.

O preto, representa a cor dos africanos, dos quais descendem 98% dos Jamaicanos.

O verde, representa a beleza da vegetação da Etiópia e da terra prometida.

O amarelo é usado para simbolizar a abundância da sua terra natal.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Estrela de Davi

Segundo o Judaísmo, na árvore da vida, o hexágono localiza-se nas esferas de Chessed, Gevurah, Tifered, Hod, Netzach e Yesod que significam: Amor, Força, Beleza, Vitória, Esplendor e Fundação. Qualidades que o Rei David expressou muito bem em sua vida. Como são seis características, seis é o número de pontas da estrela.

Uma outra explicação possível é que, como são seis pontas, a estrela possui 12 lados, representando as 12 tribos de Israel durante sua jornada de 40 anos no deserto, após sua saída do Egito em direção à Terra de Israel, a terra prometida.

Alguns antigos acreditavam que a estrela representava a santíssima trindade ou o Deus Triuno e os homens em suas três partes: corpo, alma e espírito. O triângulo voltado para terra, representa o poder de Deus sobre os homens e outro triângulo voltado pra cima representa os homens que buscam se aproximar de Deus nas alturas.
“O rastafari é um revolucionário.
Não se intimida, não aceita ser comprado.
Ele luta sozinho com sua música.”

“Os homens pensam que possuem uma mente, mas é a mente que os possui.”
“Há pessoas que amam o poder, e outras que tem o poder de amar.”
Robert Nesta Marley

Alimento Rasta

Alimentação
I-TAL

Comida Ital (comida vital e total) é o alimento Rastafariano e é o que Jah ordenou que fosse. "Todo o que não tem barbatanas ou escamas, nas águas, será por vós abominação", "Melhor é a comida de ervas, onde há amor, do que o boi cevado, e com ele o ódio". É a comida que nunca tocou em químicos e é natural e não vem em latas. Quanto menos cozinhados, melhor, sem sais, preservativos ou condimentos, pois assim possui maior quantidade de vitaminas, proteínas e força vital. Os Rastas são portanto, vegetarianos. As bebidas são, preferencialmente, herbais, como os chás. O licor, leite ou café são vistos como pouco saudáveis.
Receitas:
Salada com Broto de Alfafa
Ingredientes:
100 g de Broto de Alfafa
1 cenoura ralada
100 g de alface ou repolho picadinho
Modo de fazer
Tempere tudo com molho tártaro, shoyo ou limão a gosto.
New Sausalito
Ingredientes:
Abacaxi
Cenoura
Maça
Passas
Alface crespa e americana
Molho de iogurte com hortelã
castanha do caju
Salada de grão-de-bico
Ingredientes:
2 xícaras de grão de bico
250 g de vagens cozidas
1 pepino pequeno
1 pimentão vermelho
4 colheres (sopa) de azeite
2 colheres (sopa) de vinagre de vinho tinto
2 colheres (chá) de açucar
1 e 1/4 de colher (chá) de sal
1/4 de colher (chá) de orégano
Modo de fazer
Deixe o grão de bico de molho na véspera. Cozinhe o grão de bico na água em que ficou de molho, em panela de pressão, aproximadamente 20 minutos - até ficar macio, mas sem desmanchar. Escorra e deixe esfriar. Cozinhe as vagens e escorra-as. Corte o pepino ao meio, no senido do comprimento, e, depois, cada metade em fatias finas. Numa tijela grande, misture as vagens, o pepino e os ingredientes restantes. Tampe e refrigere por cerca de duas horas, para acentuar o tempero, mexendo de vez em quando. Sirva

terça-feira, 31 de março de 2009

A MUSICA REGGAE

O Reggae é um estilo de música originário da Jamaica. Bob Marley, cantor e compositor, é o ícone deste estilo musical. Em sentido mais amplo, Reggae pode referir-se a outros ritmos como ska, rocksteady, dub, dancehall e ragga.Original da década de 60, o ritmo divide-se em dois subgêneros, o "roots reggae" (o reggae original) e o "dancehall reggae", que é originário da década de 70. O reggae é constantemente associado ao movimento rastafari, que, de fato, influenciou muitos dos músicos apologistas do estilo reggae nas décadas de 70 e 80. De qualquer maneira, o reggae trata de vários assuntos, não se restringindo à cultura Rastafari, como o amor, o sexo e principalmente a crítica social.


O nome reggae surgiu por causa do som que faz na guitarra. O "re" seria o movimento pra baixo, e o "gae", o movimento pra cima. O mesmo acontece com o ska, o nome é derivado do som que é reproduzido na guitarra.

O Leão de Judá

O Leão de Judá representa Haile Selassie I, o Conquistador.
Representa o Rei dos Reis pois o leão é o rei de todos os animais. Selassie I, na sua visita à Jamaica, em 21 de Abril de 1966, disse que o movimento Rasta não devia procurar a repatriação para Etiópia sem primerio libertar o povo da Jamaica. Etiópia é vista como o Monte Sião, terra sagrada, onde o Novo Mundo terá início. Esta revelação antecipou novas formas de Rastafarianismo. O objectivo era agora não só a salvação, mas também a ajuda à salvação dos outros. A missão Ras Ta ainda hoje perdura. A luta contra a Babilónia aumenta dia a dia e as Forças do Mal são mais e maiores, mas do alto do Seu monte, Selassie I sabe que as forças positivas e dos que praticam o Bem irão prevalecer.

Os Dreadlocks

"Não cortareis o cabelo, arredondando os cantos da vossa cabeça, nem danificareis extremidades da barba. "


Dreadlocks
O aspecto mais saliente de um Rasta são os dreadlocks,
canudos fortes, que não são escovados ou penteados,
mas cuidadosamente mantidos e lavados por quem os usa.
São o símbolo da união com Jah e do empenho numa vida justa e natural.
O Dreadlock, distintamente despenteado e com a barba e o cabelo longo é outra apresentação da identidade cultural dos Rastas. Muitos jamaicanos inclusive, freqüentemente consideram a aparência desleixada dos Dreads como uma indicação de falta de padrões de limpeza. Eles incorretamente dizem que os Rastas nunca lavam seus cabelos.
Aqueles com dreadlocks são estigmatizados como loucos pela sociedade jamaicana em geral. Os Rastas também são conhecidos como “Knotty Dread” (Dread barbudo) ou na linguagem que freqüentemente usam- “Natty Dread”. Eles são rejeitados à empregos basicamente pôr suas aparências. Na sociedade jamaicana colonial e pós – colonial , a policia em muitas ocasiões cortava os cabelos dos Rastas (dreadlocks) como um ato de rejeição pública e controle social sobre o movimento.
Os Rastas crêem no poder místico dos Dreadlocks são entendidos de acordo com a interpretação bíblica como o “voto dos Nazarenos”, e também como prova de serem eles os “escolhidos” durante esse tempo de julgamento. Finalmente, eles fundamentalizam o crescimento dos dreads como um estado natural de aparência do Homem , sancionado pôr Deus. “O brilho dos dreads é o brilho da luz negra, um ato feito para chamar as forças do Julgamento para fazer o coração perverso cair fora da Criação, para destruir e paralisar todos os depressores”. Dentre outras argumentações apresentadas pelos Rastas com relação ao dreadlock, a mais conhecida é que a barba e os cabelos compridos representam a juba do leão, símbolo da filosofia Rasta.

Verdades evitadas pelo mundo

O mapa de onde veio o Reggae